Doce mel na memória, teu lilás,
Perfume de infância adormecida.
Cenas suaves e lânguidas me trás,
Tantos sonhos, projetos, minha vida. 

Pedacinho de mim, jacarandá,
Crescendo como eu, verde nos ramos
Perguntávamos sempre: - Que será?
Qual é nosso futuro, onde vamos?

Ao ver-te só, caído na estrada,
o céu chorou comigo teu destino,
por ser a nossa sorte tão ligada:

Nada restou dos sonhos, pequenino.
Inútil toda a longa caminhada,
sós e mortos estamos, meu menino...


(Mirtes Sfredo Wicteky)


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