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expressiva da minha infância. à primogênita histórias infantis, para que isso fosse um incentivo à leitura, quando eu ingressasse na escola. bruxas, magos, florestas, gnomos e reinos encantados. Para mim, a hora mágica do dia era aquela das minhas personagens preferidas: As fadas. Naquele momento minha imaginação alçava longos vôos e recriava belos cenários de sonho, onde as criaturas boas sempre venciam o mal. a buscar na biblioteca da escola os contos que eu amava. Eles eram o meu vício e transportavam-me em viagens inesquecíveis a países distantes, encantadores e exóticos. Minhas leituras envolviam-me tanto que eu sempre fazia o possível para desaparecer com elas. Minha mãe cansava de chamar e procurar por mim. Eu não ouvia, tão absorta estava nos enredos, personagens e cenários do meu mais recente livro. acordei para ir ao colégio e abri a janela. O que vi deixou-me completamente maravilhada. Fiquei sem fala por alguns minutos, depois, fui até meu pai e disse: não ocorria na cidade. Aos olhos de uma criança, o branco presente na cena não tratava-se de um fenômeno metereológico, e sim, de um poderoso feitiço. memórias queridas. do acontecido. Foi o retorno de uma recordação maravilhosa. Como se fosse hoje, o cenário de brancura invadiu a minha mente e repetiu-se da mesma forma como ocorreu: uma intensa emoção de deslumbramento. às ocupações que esquecemos tudo o que para nós fora importante durante muitos anos. Esquecemos e é necessário algo incomum para nos trazer de volta uma boa lembrança. Fechamos o álbum de fotografias que em nossa mente cultivamos com grande organização; ao abri-lo, as gravuras estão desordenadas e não sabemos em que páginas devemos colocá-las. e prazeroso voltar a olhar o mundo com os olhos de uma criança. Quanto tempo passamos perdidos de nós mesmos, do deslumbramento e da felicidade das coisas simples.
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