(Uma homenagem aos imigrantes portugueses)


Do Pico Alto, as nuvens os contemplam,
Vestidos de viagem, esperanças no olhar.
Um adeus das níveas gaivotas que se ostentam,
O último raio de sol reflete-se no mar...

Ilha Terceira, Graciosa, São Jorge, Flores,
Teus solos férteis, frutas, cereais, videiras,
O doce do teu açúcar, o mel dos teus licores,
Só a saudade ficará das lides costumeiras...

Descendentes de Algarve, Minho e Alentejo,
A América chama, partir é preciso.
Restará na lembrança um suave azulejo,
No Atlântico Norte ficará perdido o sorriso...

Oh! Bravos imigrantes, filhos diletos de Portugal,
Grande amargura é ausentar-se de sua terra,
O futuro é incerto, o destino sem ponto final.
- Um novo caminho se faz, o que ele encerra? –

A escuridão chega, o navio logo vai partir,
A lua escondeu-se no céu, silente é o lar,
Recortam-se as montanhas no horizonte a luzir,
Que porto a América lhes irá reservar?

De braços abertos, despertos, recebei esta gente:
- Pará, Maranhão, Santa Catarina, Rio Grande do Sul –
Ela plantará no chão novo uma rica semente,
Que fará brilhar inda mais este céu azul!

(Mirtes Sfredo Wicteky)

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